Sobre a Yasmin e os quases

por Yasmin

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Sou a Yasmin, mas quase todo mundo me chama de Yas, Mimis ou Yasmimis. Fica a seu critério. Tenho 27 anos, sou nascida e criada nessa cidade doida que é São Paulo. Em 2016, peguei minhas coisas e fui explorar o mundo ao lado do meu partner in crime Rodrigo e seguimos assim desde então – agora com a companhia do gato Pudim (que estava na Colônia de Férias para Gatos™ que é o apartamento da minha mãe, no Brasil, enquanto morávamos na Nova Zelândia).

Terminei a faculdade de Jornalismo sem nunca ter pisado meus pés tamanho 36 em uma redação. Antes disso, larguei pela metade uma graduação em Design Gráfico. Há quem diga que eu não tenho a menor ideia do que fazendo com minha vida. Mas, quer saber? Tem dado certo.

Sou canhota, mas uso o mouse e a tesoura com a mão direita e acho que isso diz muito sobre mim. Você pode interpretar de duas formas: 1) Todos na minha família são destros e eu sou uma pessoa muito adaptável e flexível; 2) Esses objetos não oferecem uma ameaça concreta, o que não pode ser dito sobre o abridor de latas (não cabe aqui mencionar experiências envolvendo facas, tesouras de ponta e arremessos de latas de leite condensado). Segundo o MBTI, sou INFJ e, embora não confie em horóscopos de três linhas do jornal, sou pisciana. Acredito sim em mapa astral, tarô, cristais e todo o resto. Pensando bem, acredito em quase tudo nessa vida.

Escrevo para me fazer entender e criar pontes com o que me cerca. É assim que funciona e não sei fazer diferente para lidar com esse oceano de sentimentos. Mas sei que são esses sentimentos que me movem e que vivo procurando beleza no cotidiano. Em contrapartida, publico pouco entre as indas e vindas dos blogs. Já tive mais blogs do que consigo contar. Os arquivos não existem porque vira e mexe apago tudo, faz parte.

Tenho um par de olheiras que independe das horas de sono e me garantiram o apelido de Guaxinim, coisas do meu pai. Para completar, sempre tenho a sensação que meu cabelo está uma bagunça (e quase sempre estou certa). Uso esmalte preto até nas unhas dos pés e tenho esse sonho de sair diariamente de batom vermelho, mas a verdade é que ainda me falta coragem. Sou viciada em parêntesis e falo tão rápido que meu sobrenome poderia ser Gilmore.

Quando era criança, minha mãe dizia que nunca iria à falência em uma loja de brinquedos, mas que o mesmo não poderia ser dito sobre livrarias. Leio praticamente qualquer coisa que você colocar nas minhas mãos, desde livros melodramáticos adolescentes, bulas de remédio e obras de Teoria da Comunicação. Tenho uma coleção de livros infantis, uma forma própria de organizar minhas prateleiras e um ritual de reler Cem Anos de Solidão todos os anos, desde a primeira vez que tomei contato com Gabriel García Márquez. Um dos meus autores preferidos na vida é J.D. Salinger e não confio em gente que acha o Holden chato.

Gosto muito (mesmo) de chá, girassóis, playlists de música triste com vocal feminino, mudar o cabelo, cochilar no tapete e andar sem rumo para organizar os pensamentos. Se eu pudesse, sempre começaria pela a sobremesa. Gosto de andar com um livro na bolsa (obrigada Kindle) e faço amizade com gatos de rua. Coleciono caderninhos, sonhos, canecas, canetas coloridas e cartas não enviadas. Troco quase todos os programas por uma tarde jogando Pokémon debaixo das cobertas.

Odeio dirigir, dormir de meias, atender telefone, pimentão, filmes de terror e pessoas que mascam chiclete de boca aberta. Tenho muito medo de umbigos e estou falando sério aqui, não sei qual o motivo da risada. Amo abraços e cafunés, tomar banhos de chuva, risadas fora de hora, aquele silêncio confortável quando você está ao lado de gente querida e o barulho dos meus gatos ronronando.

Para bater um papo, me convidar pra tomar um chá ou qualquer coisa do tipo: mimiscreve@quase-inedita.com  :14: Você também me encontra no blog do Indiretas do Bem e no Saia da Garagem (meu projeto de graduação da faculdade e xodó).