Retrospectiva literária – 2012

por Yasmin
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Há um tempinho atrás vi um post muito legal no blog fofo da Gabriela, o Pudding, onde ela gravou um vídeo para falar um pouco mais sobre o que leu ao longo do ano e achei que seria uma ideia legal de repassar, já que os posts demoram tanto a sair por aqui (que nesse ano tudo seja diferente, amém!). Não sou tão desprendida, e não tenho coragem de gravar vídeos (a não ser que seja para mostrar todas as minhas gatas e tal e coisa), então minhas opiniões vão no formato de texto mesmo. Os tópicos de avaliação foram criados pela Tary, do Doces Rodopios (obrigada Ana Luísa pela correção), e espero que ela não se importe de transformar essa tradição dela em uma tradição aqui também.

Ano passado (nem parece que já estamos em 2013!) achei que teria mais tempo para ler livros do meu interesse, mas a faculdade foi meio puxada com os trabalhos e confesso que acabei deixando de lado muitos títulos que gostaria de ter lido. É óbvio que eu poderia ter me programado melhor ao longo do ano e ter dado conta, mas 2012 foi realmente um ano preguiçoso em vários sentidos. Isso não quer dizer que não tenham ótimos livros na lista:

LIVROS LIDOS EM 2012
(não necessariamente na ordem correta porque eu não lembro agora)

Kakfa à beira-mar (Haruki Murakami); A Sangue Frio (Truman Capote); A Guerra dos Tronos (George R. R. Martin); A Fúria dos Reis (George R. R. Martin); A Tormenta de Espadas (George R. R. Martin); O Festim dos Corvos (George R. R. Martin); Minha razão de viver (Samuel Wainer, organizado por Augusto Nunes); As aventuras de Pinóquio (Carlo Collodi); A culpa é das estrelas (John Green); Foras da lei barulhentos, bolhas raivosas e algumas outras coisas (Neil Gaiman, Nick Hornby, Jonathan Safran Foer, Lemony Snicket, etc); A elegância do ouriço (Muriel Barbery); Ponte para Terabítia (Katherine Paterson); Extremamente alto e incrivelmente perto (Jonathan Safran Foer); Tia Júlia e o escrevinhador (Mario Vargas Llosa); Recordações do escrivão Isaías Caminha (Lima Barreto); Não me abandone jamais (Kazuo Ishiguro); Chatô – o rei do Brasil (Fernando Morais); Fama & Anonimato (Gay Talese); A contadora de filmes (Hernán Rivera Letelier); 1Q84 – livro 1 (Karuki Murakami), O Mundo Codificado (Vilém Flusser).

• O casal mais apaixonante
Hazel e Gus, de A Culpa é das Estrelas: Confesso que fiquei com um pé atrás antes de ler o livro. Desde o lançamento, ele estava sempre ali nas prateleiras principais das livrarias, em destaque. Tão comentado, tão elogiado. Como se isso já não fosse intimidante o suficiente, o livro tem uma proposta delicada: romance entre adolescentes com câncer. Não me olhem desse jeito, só acho isso realmente pode ser um fracasso se não for escrito da maneira certa, e poderia também se tornar um clichê (vai dizer que você confia 100% nos livros que todo mundo gosta?). Mas assim que você começa a ler, esses anseios passam. Não, esse não é um livro sobre o câncer. A doença está ali, e se faz presente, mas é muito mais do que isso. Como a categoria é para falar sobre o casal, vou parar por aqui em relação ao livro e me concentrar na Hazel e no Augustus. O que eu mais gostei foi notar como a Hazel mudou depois de se apaixonar por ele. Ela era uma menina totalmente irônica e impaciente com a forma que as pessoas vêem o câncer, e embora odiasse lamentações, de fato se lamenta por causa de sua doença e situação atual. Conforme eles se conhecem, ela vai deixando isso de lado um pouco. A ironia e os comentários ácidos permanecem (vários diálogos deles são incríveis), mas ela deixa de se imaginar como uma granada. Ou talvez ela só aceite o fato de que todos somos granadas prestes a explodir. O Augustus faz ela entender que, invariavelmente, você vai ferir alguém e que isso faz parte. Que as pessoas escolhem isso. E que vale a pena.

• Virei a noite lendo
A Sangue Frio: Não sei se dá para dizer que virei a noite lendo porque meu sono é muito precioso nessa vida de faculdade, mas foi daquele tipo de livro que não me deixava em paz. Ficava aflita, querendo saber o que ia acontecer com o Perry e o Dick, quando eles seriam pegos e que fim levariam. Sério, era uma compulsão: no ônibus, nas aulas chatas, deitada nas posições mais desconfortavelmente confortáveis… Algumas partes eram meio cansativas e detalhadas demais (o livro é considerado um dos precursores do jornalismo literário, gênero que se propõe a unir literatura com textos jornalísticos, resultando em reportagens densas, detalhadas e humanizadas), mas compensa: você conhece cada personagem a fundo, e quebra aquela visão de “vilões” dos assassinos, a qual estamos tão habituados. São pessoas, com medos, sonhos e manias.

• Chorei de soluçar
Extremamente alto & incrivelmente perto:  Nessa categoria poderia colocar também Não me abandone jamais, mas isso é porque sou chorona mesmo. Como diria o protagonista Oskar, o livro é “cem dólares!” (isso significa algo muito bom). Ele é uma criança singular, que aos nove anos de idade se considera um inventor, arqueólogo, francófilo, pacifista, consultor de informática e entomologista amador. Acredite, você vai se apaixonar por ele e se emocionar pela sensibilidade com que ele vive e sente o mundo ao seu redor. Foi como se o livro descrevesse sentimentos que eu já tive mas nunca consegui exprimir, com a inocência e sensibilidade de uma criança (o livro é contato através dos olhos do Oskar). Ele  perdeu o pai no atentado de 11 de setembro e ainda não consegue lidar com a falta que ele faz, tenta manter a memória do pai próxima e sai em uma aventura para isso, após achar uma chave dentro de um envelope escrito “Black”. Em paralelo, temos a história de vida de seus avós, que viveram um relacionamento conturbado e foram sobreviventes do bombardeio de Dresden. Me emocionei muito lendo esse livro, seja com sorrisos longos, com choros acompanhados de soluços, foi um livro que me acompanhou muitíssimo bem.

• Livro irrelevante do ano
A Contadora de Filmes: Essa categoria faz parecer que o livro é ruim, mas não é. Pelo contrário, gostei muito. Mas, por ser tão pequeno (cerca de 100 páginas) e envolvente, terminei a leitura em menos de meia hora e fiquei com uma sensação esquisita. É pequeno, mas é denso e bem triste. Mas não sei dizer, talvez pela velocidade da leitura, foi como se eu não tivesse absorvido tudo que as páginas tinham a oferecer.

• Grifei
Kafka à beira-mar: Foi meu primeiro livro do Murakami e confesso que me assustou. Acho que ainda não estava preparada para as partes sobrenaturais e sem explicação, para os universos fantásticos e são únicos do Murakami. Foi uma espécie de susto, mas ainda sim um susto bom. Daqueles que te chacoalham e te fazem abrir mais os olhos, me deu vontade de ler outros livros (quando li 1Q84, me senti bem mais à vontade). Mesmo com essa reação de estranheza, consegui encontrar momentos muito bons no livro e grifei várias partes. Pude entender porque o Murakami é o Murakami, e porque agora quero ler todos seus outros livros. Um dos meus trechos favoritos: “Mas muito mais que isso, o que me desgosta são as pessoas desprovidas de imaginação. Os ‘homens vazios’, de T. S. Eliot. Gente que preencheu esse vazio, esse vácuo deixado pela ausência da imaginação, com a palha da insensibilidade, e anda por aí sem ao menos se dar conta do que aconteceu com eles. Gente que força os outros a aceitar essa insensibilidade fazendo uso de palavras desprovidas de substância. (…) As pessoas podem ser gays, lésbicas, héteros, feministas, fascistas, comunistas, hare krishna, nada disso me importa. Qualquer que seja sua bandeira, não me importa. O que eu considera insuportável são as pessoas vazias.” Ah, devo dizer que me peguei grifando várias partes de 1Q84 também (para falar a verdade, eu grifo bastante meus livros, ou compilo citações).

• O pior livro de 2011 
Recordações do escrivão Isaías Caminha: Depois de ter lido O triste fim de Policarpo Quaresma no ensino médio, pensei que estava livre do Lima Barreto. Até ter que resenhar esse livro para a faculdade (ou seja, só li pela obrigação. Ou seja, odiei desde o começo). Achei chato e arrastado, mas se você realmente não se importa com a minha opinião e quer dar uma chance ao livro, até pode ser interessante. Autobiográfico, o livro fala sobre as dificuldades de ser alguém na vida para um mulato na sociedade do século XX e da manipulação de informações da imprensa (desde sempre, minha gente). Lima Barreto fez críticas pessoais a personalidades da época, e no livro tem até uma tal de Revolta dos Sapatos (que acredito ter sido baseada na Revolta da Vacina). O grande mérito foi me fazer pensar sobre que mudou ou não mudou na imprensa de hoje, mas acreditem: eu podia ter feito essa reflexão sem o Isaías Caminha.

• Soco no estômago 
Não me abandone jamais: Chorei até (quase) desidratar e virar uva-passa. O livro conta sobre a vida de Kathy H., que aos 31 anos, decide relembrar sua infância no colégio de Hailsham com os amigos Tommy e Ruth, e o desenrolar de suas curtas vidas após saírem da escola. Não vou nem fazer uma sinopse mais completa, já que saber a história não te prepara para o turbilhão de sentimentos que o livro provoca. Basta saber que é um livro sobre a existência humana, e que traz questionamentos sobre a vida, quem somos e qual nosso propósito nesse mundo. Tudo isso de uma forma muito pura, com uma sensibilidade que nunca vi antes. Muita gente considera um livro triste, mas não vejo assim: o livro fala sobre sentimentos, em toda sua totalidade. Especialmente sobre a solidão, mas a tristeza que emana é calma, sem melodramas. Mais do que tudo, é muito humano. Justamente por isso e pelos questionamentos que acarreta, acaba sendo um soco no estômago. Daqueles que valem a pena (isso existe?).

• O mais chato
Chatô – o rei do Brasil: Pra começar, eu já não gosto muito de biografias (alguém realmente gosta?). Fico um pouco incomodada com o fato de pessoas aleatórias lendo sobre a vida do fulano com tantos detalhes. Se você parar para pensar, é uma atitude muito invasiva e indelicada. E a gente realmente quer saber sobre tudo aquilo? Na maioria das vezes, não. Até encaro algumas que sejam interessantes de vez em quando. Não foi o caso desse livro, definitivamente. Conta a vida (com os mínimos detalhes irrelevantes e parágrafos sonolentos) da vida de Assis Chateaubriand, um dos nomes mais influentes na história da imprensa brasileira. Se não o mais influente. Bleh, que seja. Na minha humilde opinião, o Chatô – como era conhecido –, era um chato. Parece até trocadilho babaca, mas não é não. A mais pura verdade. Não foi uma tarefa fácil, eu tinha que colocar uma meta de leitura diária e que ainda sim, parecia muito distante de cumprir. Coisas da faculdade…

• Decepção do Ano / Abandonei (juntei os dois numa mesma categoria por motivos óbvios)
O Festim dos Corvos: Apesar de ter devorado os primeiros livros e ter viciado na série da HBO, o quarto livro das Crônicas de Gelo e Fogo não me encantou nem um pouco e acabei largando-o bem no começo, antes que algo incrível me prendesse. Parte da culpa é do próprio George R.R. Martim, viu? Ele fez um livro absolutamente incrível e cheio de acontecimentos, reviravoltas e momentos de aperto no coração em A Tormenta de Espadas e aí você chega no quarto livro e fuén fuén fuén. Depois de tantas reviravoltas no terceiro volume, tanta gente morrendo para tudo quanto é lado, chega o Festim dos Corvos e é tudo muito monótono e sem ritmo, fiquei entediada. Na verdade, meu namorado disse que esse livro serve meio que “para o tempo passar” entre os acontecimentos do terceiro para o quinto. As únicas partes legais eram as da Cersei-crazy-bitch, nem os capítulos da Arya eram interessantes – e olha que ela é uma das minhas personagens mais favoritas da série.  Ainda quero terminar (ou melhor, recomeçar), pois estou ansiosa pelo próximo volume, para ver os dragões crescidos.

• Morri de rir
Tia Júlia e o escrevinhador: Ok, morri de rir é um tanto quanto exagerado, mas me diverti bastante lendo esse livro do Mario Vargas Llosa. A história tem fundo autobiográfico e partes inventadas, e conhecemos  Vargas Llosa quando ele ainda era Varguitas, jovem escritor que trabalhava em uma rádio. Além de ser um livro sobre seu amadurecimento (tanto como pessoa quanto como escritor), o livro presta uma homenagem às radionovelas tão famosas na época. Sua vida começa a se transformar com a chegada duas pessoas: Tia Júlia (irmã da mulher de seu tio), com quem ele começa um relacionamento às escondidas, longe dos olhos da família; e Pedro Camacho, um excêntrico escritor de radionovelas. Os capítulos se alternam entre episódios melodramáticos escritos por Pedro Camacho (que são muito hilários) e a história de Varguitas e Tia Júlia, que conforme se desenrola, também se torna repleta de acontecimentos dignos de uma radionovela. É um livro divertido, leve e espirituoso, que gostei muito de ler.

• Infanto-juvenil
Foras da lei barulhentos, bolhas raivosas e algumas outras coisas: Na realidade, o título cobre a capa inteira, é muito maior do que esse aí (esse é o que cabe na lombada). O livro é uma coletânea de 11 contos inéditos, só com autores legais: Neil Gaiman, Nick Hornby, Jonathan Safran Foer, Clement Freud e Lemony Snicket, entre outros. Fica difícil falar sobre cada conto aqui (alguns são bem mais legais do que outros), mas são todos bons, no geral. Cada um deles é ilustrado por um artista diferente, e só posso dizer que o livro todo é muito amor. Li algumas resenhas de pessoas que se decepcionaram, pois não sabiam que esse era um livro infanto-juvenil, mas eu gostei bastante: em essência, todos os contos tem um quê de inocência, e são “meio estranhos”. Eu gosto.

Bate bola de personagens
• Melhor personagem masculino: Oskar Schell, o adorável inventor, desenhista e fabricante de joias, francófilo, vegan, origamista, pacifista, percussionista, astrônomo amador, consultor de informática e ufa!, arqueólogo amador de nove anos, do livro  Extremamente Alto & Incrivelmente Perto; Tyrion, das Crônicas de Gelo e Fogo, obviamente.
• Melhor personagem feminina: Arya Stark, das Crônicas de Gelo e Fogo; Paloma Josse, a garotinha de 12 anos que pretende se suicidar num ritual de seppuku se não encontrar um sentido para sua vida, de A Elegância do Ouriço; e Fukaeri, a garota disléxica que nunca combina roupas e não usa entonações para fazer perguntas, de 1Q84 (desculpa, mas eu realmente me encanto por vários personagens e não é justo escolher um só).
• Personagem mais chato: Chatô, com o perdão dos trocadilhos.
• Personagem mais perturbador: Perry Smith, de A Sangue Frio. Capote pode tentar fazer ele parecer ser mais bonzinho do que realmente é, mas o Perry me dava muito mais calafrios do que seu comparsa.
• Personagem que mais me identifiquei: Com a Paloma Josse e a Hazel, de A Culpa é das estrelas. Ambas tem um modo muito irônico de encarar os fatos, de maneira bem crítica e até um pouco debochada. Gostaria de ser mais assim.

Acabei tirando a categoria de Melhor livro do ano porque realmente não consegui escolher (li vários livros muito bons de gêneros diferentes e não acharia justo colocar um livro e deixar outro de fora) e se continuasse com o post aqui nos rascunhos, pensando e revisando o texto, a postagem só iria ao ar lá para julho. Ah, a foto linda que ilustra esse post é daqui

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Rêh 7 de January de 2013 - 17:45

Mimis, quanta disposição pra fazer um post desses hein?
Infelizmente não tenho (preguiça. meu pecado capital… ahhaha)
Adorei os livros que tu lestes, e vou adicionar vários à minha listinha de desejados (:

Te amo :14:

Responder
Yasmimis 8 de January de 2013 - 16:34

É bem verdade que deu um trabalhão (era para ter saído antes do ano-novo, mas você sabe como eu sou heushudhe). Também compartilho do seu pecado capital!
Poxa, que bom! Espero que você goste, tanto quanto eu gostei dos que li (os chatos a gente pula, né).

Te amo muito, querida.

Responder
Zezinha Souza 7 de January de 2013 - 18:11

Simplesmente amei, Mimis querida….abordagem perfeita e muita vontade de ler alguns livros que você citou.

Amo o seu blog e sou muito fã dos seus textos, seu modo de colocar no papel as palavras de um jeito adorável!

Mil beijinhos no coração

Responder
Yasmimis 8 de January de 2013 - 16:33

Zezinha, você é uma fofíssima! Está cansada de saber disso :) Que bom que você gostou do post e fico feliz por apreciar meu estilo (confesso que ainda estou tentando me encontrar, algumas vezes eu travo.). Um abraço apertado <3

Responder
Julya 8 de January de 2013 - 12:01

Mimis adorei o post e as sugestões! Sem querer copiar o que a Zezinha disse, mas é verdade: você tem um jeito tão “gostoso” de contar as coisas, me sinto confortável lendo seu blog!
Tomara que esse ano você possa se organizar melhor e fazer mais posts *-*

Beijos Napolitanos

PS: também fiz uma retrospectiva literária no meu blog, com os 12 melhores livros de 2012, mas adorei a ideia de colocar categorias :) se quiser ver meu post, o link é esse: http://neopollitandreams.wordpress.com/2012/12/28/dois-mil-e-doce-parte-i/

Responder
Yasmimis 8 de January de 2013 - 16:32

Ai, que bom que você gostou das sugestões! :) Espero que coloque alguns na sua listinha desse ano, eu fiquei realmente feliz com várias obras que li. Poxa, obrigada pelo elogio, eu sempre gostei muito de escrever, me sinto bem confortável. Acho que isso que torna o blog um cantinho tão especial pra mim (embora eu negligencie ele mais do que deveria). Vou mesmo me organizar e tentar aparecer por aqui a cada 10 dias ou uma vez por semana, pelo menos. Tenho algumas ideias em mente para o próximo post já!!

Vou ver sua retrospectiva, espero adicionar alguns livrinhos para minha listinha de 2013. Beijos.

Responder
Allana 8 de January de 2013 - 14:28

mimis, que saudade dos seus posts! eu vinha aqui quase todo dia pensando ‘hoje ela posta’ então imagina a minha felicidade ao ver que você tinha postado *-*
Sobre o livro o Festim dos Corvos, não desista dele! O livro começa super lento (isso é verdade) mas o principal motivo pra ele ser assim, é que ele e A Dança dos Dragões eram um livro só, que de tão grande que ficou, George teve que dividir em dois, um com acontecimentos em Porto Real, Dorne, Ninho da Águia, Correrrio e Bravos (O Festim) e outro com os acontecimentos na Muralha, Winterfell, com o Tyrion, Pentos e a Baía dos Escravos ( A dança dos dragões). As histórias de ambos são entrelaçadas, ocorrendo ambos ao mesmo tempo, por exemplo, enquanto dany estava com seus dragões Na Dança dos Dragões, Cersei podia estar muito bem bebendo vinho conversando com alguém no Festim dos Corvos. Ou seja, o festim não é pra “passar tempo” mas sim ele foi dividido entre ele e a dança, e seria muito bom você ler. Por falar nisso, a Dança não segue totalmente ao mesmo tempo. Quando termina o Festim, A Dança continua por um tempo, mas é bom lembrar que os dois livros seguem os acontecimentos após a Tormenta de Espadas, mas a Dança prossegue um pouco além do festim. Não sei explicar bem, acho que ficou confuso, haha, mas dê uma lida na explicação do George no fim do Festim e no começo da Dança dos dragões, você vai entender melhor :D. No Festim, Os capítulos de Brienne são ótimos, e os de Jaime também, e a Cersei b*tch realmente foi incrível nesse livro.
Acho que falei demais, haha, mas eu quis explicar direitinho tudo, espero que você não fique aborrecida :07:
Beijos e espero por mais postagens logo :D

Responder
Yasmimis 8 de January de 2013 - 16:30

Sua fofa, eu nunca ficaria aborrecida com um comentário tão caprichado! Me sinto tão feliz de saber que tem gente que gosta de ler meu blog, isso que me animou bastante para postar mais esse ano. Já preparei alguns outros posts quero aparecer por aqui mais ou menos uma vez por semana ou a cada 10 dias. Espero que dê certo!

Ah, eu não desisti não! Agorinha mesmo estou lendo um livro chamado Germinal, mas assim que terminar (tem sido bem rápido e gostosa a leitura) vou dar uma nova chance ao Festim. Então, meu namorado me explicou tudo isso, mas na verdade ele também não curtiu muuuito o Festim, pra ele os acontecimentos mais legais estavam no Dança dos Dragões (por isso o “passar o tempo”). Sei que as coisas ocorrem meio em paralelo mas ugh, eu só consguia pensar “O que a mãe dos dragões (não consigo chamar ela de Danny, acho estranho) está fazendo agooora? E o Jon Snow? Jon Snow pfvr”, ahahaha. Eu gosto muito muito da Brienne, mas pelo menos até onde tinha lido, ela só ficava dando voltas e voltas sem ir a lugar nenhum de fato heuhsde. (dá pra perceber que eu li bem pouco!). Comecei a gostar muito do Jaime no 3º livro, e achei muito bacana como o George estava desenvolvendo o personagem, sobre ele se sentir estranho em Porto Real e com a Cersei e tudo mais. Não ficou confuso não, eu entendi direitinho. Vou aproveitar as férias e ver se consigo terminar os dois (li o 2º e o 3º muito rápido, acho que consigo!). Beijos, obrigada pelo comentário <3

Responder
Allana 9 de January de 2013 - 16:07

Que bom que não se chateou Mimis! Ficou muito feliz :D
Eu também não fui muito fã do quarto livro, pra mim o melhor é o terceiro (ainda não comecei o quinto por medo de me sentir órfã até 2014 :11: , mas gostei dos capítulos do Jaime simplesmente porque eu sou louca por ele (coisa que eu não imaginei que aconteceria nos primeiros livros, haha), eu assumo que demorei muito para ler o terceiro por conta da faculdade que não deixou, mas fiquei muito empolgada no fim do livro (os capítulos ficam melhores no fim).
Espero que você leia eles logo e poste aqui sua opinião, adoro a maneira como você explica direitinho *-*
beijos!

Responder
Del 10 de January de 2013 - 09:22

O que eu mais gosto dos seus posts é que eles podem ser gigantes que chegamos ao final deles sem perceber. Já falei que gosto muito do seu jeito de escrever, né? ;D

A Hazel e o Gus são apaixonantes (assim como o livro). E eu sou fã do Tyrion, haha, e o ator que o interpreta no seriado da HBO é muito bom! Sou fã da Arya também.

Li boa parte do livro A Contadora de Filmes, pois meu namorado, atolado de coisas na faculdade (ele cursa Cinema e Audiovisual), pediu p/ eu ajudá-lo com um trabalho sobre esse livro – criar um roteiro a partir de algum trecho da história. Lembro-me que eu estava gostando do livro, mas aí, na correria de escrever o roteiro, acabei me esquecendo de continuar com a leitura (o livro também estava em pdf e tal); ótimo você, mesmo sem querer, me relembrar disso, Mimis!

Extremamente alto e incrivelmente perto já estava na minha lista de compras, vou adicionar Não me Abandone Jamais. Estou me segurando p/ não comprar mais livros, pois tenho uma fila grande de livros p/ ler… 2012 não foi um ano proveitoso para mim em relação à leitura… Larguei pela metade uns três livros que eu estava gostando de ler (?). Que esse ano seja bem diferente :).

Beijo, Mimis

Responder
Yasmimis 16 de January de 2013 - 18:27

ahahaha que fofa, Del :12:

Eu adoro muito o ator que faz o Tyrion também, na série da HBO. Eu achei a escolha dos personagens muito boa, por sinal. Vários ficaram exatamente como eu imaginava no livro.

Também ajudo meu namorado com os trabalhos dele da faculdade. :) Apesar de às vezes ser complicado de conciliar a ajuda com minhas tarefas, é gratificante aprender coisas novas. Aposto que você aprende um monte de audiovisual! Deve ser incrível. Então, o livro é bem roteiro mesmo, e na edição que eu li, as páginas lembram tela de cinema (achei um detalhe muito gracinha). Espero que você termine ele (é tão rapidinho!), depois me diz o que achou.

Também espero que seja um ano proveitoso e cheio de livros bons! Acho que você vai gostar sim de Não me abandone jamais e de Extremamente Alto. Algo me diiiiz. (são ótimos!)

Responder
Daniela Alves Gomes 11 de January de 2013 - 12:44

Também fiquei apaixonada com aquele casal de A culpa é das estrelas.
Fiquei com vontade de ler os livros que você citou só para comparar com seu ponto de vista rs
Acho que você não seu 50 tons né? se não estaria nos piores do ano.
http://www.avidaemletras.com/

Responder
Yasmimis 16 de January de 2013 - 18:29

Ahhh leia! Espero que você goste :07:
Então, eu não li não. Não faz meu estilo e eu prefiro nem ler, pra ser sincera ahahaha. Mas sei lá, nada contra quem leu (eu não posso julgar o livro sem ter lido, certo?)

Responder
Gabriela 16 de January de 2013 - 11:49

arrggggg escrevi um comentário enorme que se perdeu!
Bom, vamos lá, mais uma vez:
Achei nosso gosto bem parecido, e lemos vários livros em comum! A Sangue Frio está aqui do meu lado, esperando para começar a ser lido, e eu sempre fui louca de vontade de ler Incrivelmente Alto, e quero começar a ler os livros do Murakami.

Li Não me Abandone Jamais agora no comecinho do ano, e virou um dos meus favoritos. Eu amei a história e a forma como ele é narrado… Lindo mesmo. Tenho o Tia Júlia aqui em casa e nunca dei muita bola para ele. Eu li 2 livros do Vargas Llosa pela metade (mais da metade): as travessuras da menina má e a cidade e os cachorros. Como não terminei nenhum dos dois, nunca tive coragem de começar Tia Júlia, mass… Agora vai pra lista também.

E olha, eu queria muito te dizer que Festim dos Corvos melhora, mas não melhora. É um saco mesmo, insuportável, mas é necessário para chegar ao incrível quinto livro. Então encara a besta!

Beeijos!
Adorei aqui :))

Responder
Yasmimis 16 de January de 2013 - 18:33

Sim, também achei. Adorei seu vídeo e suas opiniões a respeito (e fiquei feliz de não ter sido a única a odiar o Festim dos Corvos – o amigo do meu namorado AMA a louca da Cersei e acha esse o melhor livro. Vai entender).

Acho que você vai gostar de Incrivelmente Alto, me lembrou bastante A Culpa é das Estrelas. Mas de outra forma, não sei bem explicar. Acho que porque é despretensioso e ainda sim, incrível. Gosto desse tipo de coisa :14:

Murakami é incrível. Apesar do susto, passei a curtir muito, quero ler mais e mais livros dele. Espero que você goste de Tia Júlia (nunca li mais nada do Vargas Llosa, mas o livro me incentivou!) e A Sangue Frio (não desista apesar das partes cansativas. Juro que é legal ahaha).

Já estou encarando. Não vejo a hora de chegar nos dragões~
Beijos

ps. eu que adoro seu blog e fiquei MEGA feliz com teu comentário aqui.

Responder
kakau4ever 21 de January de 2013 - 17:20

Eu acho super legal estas retrospectivas literárias, pena que leio pouco pra fazer uma! Mas sempre pego as dicas.

bjoks

Responder
Yasmimis 5 de February de 2013 - 16:45

Eu leio muito menos do que gostaria, na verdade. Mas é tudo uma questão de disciplina e dedicação (mesmo cansada da faculdade e do estágio, eu sempre dava um jeitinho de ler um pouco antes de dormir!) :13:

Responder
Lola Mantovani 21 de January de 2013 - 18:42

Adorei a retrospectiva, Eu li tanta coisa que não iria conseguir conseguir falar de todos…
você faz jornalismo?
beijos

Responder
Yasmimis 5 de February de 2013 - 16:46

Ué, mas não precisa falar sobre todos, todos. Se você reparar, na minha lista tem alguns livros que acabei nem citando :10: E sim, faço jornalismo, tô indo para o segundo ano agora.

Responder
Ana Carolina 24 de January de 2013 - 17:05

Olá mimis (me sinto muito íntima assim que chego ficar constrangida, mas deixa para lá) eu queria te agradecer, essa semana vem sendo extremamente difícil para mim por motivos pessoais e hoje eu cai, quase que literalmente, no seu blog. Postagens fofas, fotos fofas e coelhinhos azuis, era tudo que eu precisava para melhorar 2% que seja. A sua postagem sobre dificuldades em agosto me fez realmente pensar que talvez seja só um mês ruim e que as coisas passam e melhoram.
Agora vou parar de falar, pois sou tímida e fico corada escrevendo tanto em um comentário. :14:

Responder
Yasmimis 5 de February de 2013 - 16:49

Mas pode me chamar de Mimis sim, não se sinta constrangida. Eu acho Yasmin muito formal, parece até que é a minha mãe brigando comigo. Todo mundo me chama de Yas, de Mimis… Aí vai do que você quiser. :10:

Você não sabe como me sinto feliz em ler seu comentário, é bom saber que por mais que eu faça o blog assim.. “pra mim”, ele agrada aos outros e traz alguns sorrisos. (e os coelhinhos são um amor, né? Como não resistir??)

Sei que as vezes as coisas são mais difíceis do que a gente espera e até achamos que não vai dar para aguentar, mas segura firme Ana! As coisas realmente passam e melhoram. Te desejo força para conseguir superá-las, viu?

Espero que você fique bem, de verdade :14:

Responder
Ana Zequin 6 de February de 2013 - 17:02

ah mimis, você é uma fofa. Obrigada por tudo mesmo mesmo, e a mensagem fofa no tumblr.
E agora está tudo, aparentemente, bem. :14:

Responder
Stella Mota 25 de January de 2013 - 23:24

adorei a lista
que fazer a mesma coisa,
para analisar o que eu li.

Responder
Ana Luísa 27 de January de 2013 - 19:22

Olá Yasmin! Primeira vez que venho no seu blog, ele é muito bonito! Adorei tuas respostas pro meme. Gus e Hazel são realmente maravilhosos. E estou doida pra ler “Extremamente alto e incrivelmente perto”, porque minha amiga falou maravilha sobre ele.
Só uma coisa: Quem inventou esse meme não foi a Anna, foi a Tary, do http://docesrodopios.blogspot.com ;)
Seria legal consertar os créditos! Beijos!

Responder
Yasmimis 5 de February de 2013 - 16:41

Oi Ana Luísa, obrigada pelo comentário ? Poxa, espero que você leia logo, quero ler “Tudo se ilumina”, do mesmo autor. Estou mega ansiosa para começar.
E ah, muito obrigada, vou corrigir agora mesmo a postagem e ainda agradecer você por ter me corrigido!
Beijos

Responder
Lala 4 de February de 2013 - 11:09

Deu vontade de ler alguns livros que você citou no post :07:
É bem gostoso de vir aqui e ler todas essas postagens,seu blog é um exemplo de fofura :14:

Beijos da Lala

Responder
Yasmimis 5 de February de 2013 - 16:40

Ahhh que fofura da sua parte. Muito obrigada ? Espero que você leia (e goste, tanto quanto eu) dos livros aí citados.
Beijos

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Juliana Cimeno 15 de February de 2013 - 14:23

Simplesmente MORRO de vontade de ler Não Me Abandone Jamais. Assisti ao filme e foi um daqueles momentos em que algo mudou na minha percepção de vida, sabe?

Enfim… Ainda não comprei o livro pq está R$40 na Cultura e isso dói no meu bolso, mas logo logo juntarei uma graninha para não precisar machucar meu cartão e o terei em mãos (bwa haha).

PS: adorei seu blog *-*

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