Sobre a Yasmin e os quases

por Yasmin Wilke
Quase-Inedita-Perfil01

Sou a Yasmin, mas quase todo mundo me chama de Yas, Mimis ou Yasmimis. Fica a seu critério. Tenho 28 anos, sou nascida nessa cidade doida que é São Paulo e criada na internet. Em 2016, peguei minhas coisas e fui morar por aí™ ao lado do Rodrigo e seguimos assim desde então – agora com a companhia do gato Pudim.

Terminei a faculdade de Jornalismo sem nunca ter pisado em uma redação. Antes disso larguei pela metade uma graduação em Design Gráfico. Há quem diga que eu não tenho a menor ideia do que fazendo com minha vida. Mas, quer saber? Tem dado certo até agora.

Sou canhota mas uso o mouse e a tesoura com a mão direita. Acho que isso diz muito sobre mim. Você pode interpretar de duas formas: 1) Todos na minha família são destros e sou uma pessoa muito adaptável e flexível; 2) Esses objetos não oferecem uma ameaça concreta, o que não pode ser dito sobre o abridor de latas (não cabe aqui mencionar experiências envolvendo facas, tesouras de ponta e arremessos de latas de leite condensado).

Segundo o MBTI sou INFJ e o eneagrama diz que sou 4w5. Sou viciada em testes de personalidade e não nego nem confirmo a posse de uma tabela com os resultados de pessoas próximas a mim. Embora não confie em horóscopos de três linhas do jornal, sou pisciana. Acredito sim em mapa astral, tarô, cristais e todo o resto. Pensando bem, acredito em quase tudo nessa vida.

Escrevo para me fazer entender e criar pontes com o que me cerca. É assim que funciona e não sei fazer diferente para lidar com esse oceano de sentimentos. Mas sei que são esses sentimentos que me movem e que vivo procurando beleza no cotidiano. Em contrapartida, publico pouco entre as indas e vindas dos blogs. Já tive mais blogs do que consigo contar, e os arquivos não existem porque vira e mexe apago tudo, vai se acostumando.

Tenho um par de olheiras que independe das horas de sono e me garantiram o apelido de Guaxinim. Coisas do meu pai. Para completar, sempre tenho a sensação que meu cabelo está uma bagunça (quase sempre estou certa). Uso esmalte preto até nas unhas dos pés e tenho esse sonho de sair diariamente de batom vermelho, mas a verdade é que ainda me falta coragem. Sou viciada em parênteses e falo tão rápido que meu sobrenome poderia ser Gilmore.

Quando era criança, minha mãe dizia que nunca iria à falência em uma loja de brinquedos mas que o mesmo não poderia ser dito sobre livrarias. Leio praticamente qualquer coisa que você colocar nas minhas mãos, desde livros melodramáticos adolescentes, bulas de remédio e obras de Teoria da Comunicação. Coleciono livros infantis e todo ano releio Cem Anos de Solidão desde a primeira vez que fui arrebatada pelas palavras de Gabriel García Márquez. Um dos meus autores preferidos é J.D. Salinger, não vou mentir.

Gosto muito (mesmo) de chá, girassóis, playlists de música triste com vocal feminino, mudar o cabelo, cochilar no tapete e andar sem rumo para organizar os pensamentos. Acredito piamente que a única vantagem da vida adulta é o poder de começar pela a sobremesa. Faço amizade com gatos de rua e coleciono caderninhos, sonhos, canecas, canetas coloridas e cartas não enviadas. Troco quase todos os programas por uma tarde jogando Animal Crossing debaixo das cobertas.

Odeio dirigir, dormir de meias, atender ao telefone, pimentão, filmes de terror e pessoas que mascam chiclete de boca aberta. Tenho muito medo de umbigos e estou falando sério aqui, não sei qual o motivo da risada. Amo abraços e cafunés, tomar banhos de chuva, risadas fora de hora, aquele silêncio confortável quando você está ao lado de gente querida e o barulho do meu gato ronronando.

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