Guia de Auckland: meus cafés favoritos

por Yasmin
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O café da manhã é a minha refeição favorita, o que significa que sempre topo sentar em um café para experimentar algo e relaxar – seja lendo um livro, trabalhando ou só apreciando uma bebida mesmo.  Dizem que na Nova Zelândia o pessoal toma café da manhã mais tarde e o jantar acontece bem cedo. O almoço não é como nosso prato de arroz e feijão, está mais um sanduíche ou algo levinho entre as duas refeições principais.

Não sei se é bem assim porque lá também é um país com muitas culturas diferentes e, consequentemente, hábitos distintos. Mas não duvido: existem cafés por todos os lados em Auckland, com muitas opções de “all day breakfast” no menu e muitos locais oferecem brunch aos fins de semana. Eu não poderia me sentir mais em casa, os olhinhos chega brilhavam. 

Por mais que eu esteja morando na França agora, resgatar o blog é também uma ótima oportunidade para colocar em prática as ideias que ficaram no bloco de notas do celular e matar um pouco das saudades de quando a gente morava na Nova Zelândia – deixo pedacinhos do meu coração por aí e sigo acumulando histórias, amigos e listas de restaurantes. Seja você um estudante, nômade digital ou só um apaixonado por café, essas são minhas indicações em Auckland. Não vai se enfurnar na Starbucks depois dessa, hein? Conto com você para explorar a cidade (e seus cantinhos)

Fort Greene

 
 
 
 
 
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Moramos atrás da K’Road por um tempo, a avenida alternativa wannabe Rua Augusta, e vivíamos no St. Kevin’s Arcade, uma espécie de galeria com lojas, restaurantes, baladas etc. Lá era a casa do Fort Greene, o café do Liam e da Andrea, um casal super simpático,  apaixonado por sanduíches e por fazer o próprio pão.

Esse negócio de pão caseiro parece besteira mas é importante, porque o pão da NZ não é lá aquelas coisas (a não ser que seja sourdough) e o deles era excessão. Recomendo absolutamente tudo que já provei dali, dos sanduíches ao croissant, do flat white ao suco de laranja. Poderia inclusive comer o pão do Fort Greene com haloumi (um queijo que lembra queijo coalho) e beber flat white até o fim dos tempos, feliz da vida.

Sem contar que o local tem um clima muito gostoso de família. A filhinha deles, Olivia, tá sempre lá e é uma gracinha. A Andrea conversa com todo mundo enquanto prepara os cafés e serve as mesas, enquanto o Liam faz mágica na cozinha. Pelo que pesquisei eles trocaram de espaço – ainda na K’Road, mas agora em um local bem mais amplo, fiquei feliz por eles.

Shaky Isles

 
 
 
 
 
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Quem é Starbucks na fila do pão quando existe Shaky Isles? Essa empresa kiwi é um dos melhores lugares para estudar/trabalhar e curtir um bom cafézinho. Eles tem algumas unidades pela cidade (incluindo uma no campus da universidade) que parecem ter saído do Pinterest e por um bom tempo meu dia só começava após um “large flat white, takeaway please” de lá.

Pois é, eu gosto de flat white. Você pode até dizer que isso é um latte de hipsters, mas a verdade é que os neozelandeses reclamam a invenção para si (a Austrália também…) e todo mundo toma flat white por lá. Um dos melhores jeitos de conhecer a cultura local é experimentando o que eles gostam, né? Além de café e as respectivas comidinhas que rolam durante o dia todo, eles também servem coisas como hambúrguer e milkshake no horário de almoço. E ah, você pode comprar o pó de café deles, que é orgânico.

Little Bird Organics

 
 
 
 
 
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O Little Bird é um cristal: tudo no menu é sem glúten, laticínios, livre de açúcar refinado… E ainda sim delicioso. Como a formiguinha que sou, adoro um bom açúcar, mas não dispensava uma visita ao Little Bird porque tudo lá vale a pena e é uma ótima opção para quem é vegan ou tem restrições alimentares.

Eles estão sempre na lista de melhores cafés da cidade, e com razão – você também encontra alguns produtos em supermercados, como granolas, macarons, biscoitos e outros naquelas prateleiras de orgânicos. O intuito deles é levar uma comida saudável e gostosa para dentro da casa e vida de cada um.

Para falar a verdade, demorei um tempo até cair a ficha que eles eram um café plant based, e isso só me fez gostar ainda mais de lá. Eu tomava muito chá ali, porque tem tem várias opções interessantes para quem não curte café (ou até curte, mas quer experimentar algo diferente).

Remedy Coffee

 
 
 
 
 
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Outro da lista onde eu passava a caminho do trabalho e minha recarga de café para viagem, quando na verdade só queria sentar lá e pegar algum dos livros das prateleiras. O Remedy Coffee tem um ambiente pequetico que lembra casa de verdade, com sofás e cadeiras que não combinam e jogos de tabuleiro  nas estantes– o clima é 100% local, você não vê muitos turistas por ali. O que é sempre uma experiência interessante quando estamos explorando uma cidade nova, né?

A comida é gostosa mas o café é realmente bom. Um amigo comentou que me lembra um pouco a atmosfera de Wellington (a capital da cidade, e onde dizem ter ainda mais cafés espalhados que Auckland). Todo mundo é super simpático, e é comum ver até as mesas de fora ocupadas. 

Scarecrow

 
 
 
 
 
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O Scarecrow, além de ser do lado da Galeria de Arte de Auckland (que é gratuita, viu? aproveita e dá uma passada lá depois do café), é muito mais que um café. Eles tem uma floricultura ao lado e estantes recheadas de produtos orgânicos e naturais, em uma curadoria cuidadosa. Era impossível ir tomar café sem sair com alguma coisinha nas mãos, direto das prateleiras do local.

Além do ambiente gostoso e comida boa, um dos motivos pelos quais eu amo esse lugar são as memórias olfativas que ele me traz. O aroma que sai da cozinha do Scarecrow e preenche toda a esquina da rua é o mesmo que me fazia feliz quando criança, na cozinha da minha bisavó – que tinha uma hospedaria e fazia geleias, pães e tortas para os hóspedes. O menu muda de acordo com a estação e eles também tem toda uma preocupação com ingredientes orgânicos, e um balcão recheado de alternativas se você estiver com pressa.

• Amano

 
 
 
 
 
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O Amano é, na verdade, um restaurante (onde fizemos meu jantar de despedida da kikki.K) mas tem um balcão de padaria ao lado do salão, com várias opções de pães diferentes e um café delicinha. Eu ia bastante lá quando queria comer algo gostoso e visitar minha amiga Alex no trabalho, porque ela também adorava o local.

Além do sourdough gostoso, eles também tem vários sanduíches, muffins e docinhos. Você pode até encomendar um bolo super elegante, daqueles que faria a Amor aos Pedaços ficar com inveja, mas eu recomendo mesmo as tortinhas de limão e os croissants. Isso sem falar no pão, né – esse também é um dos lugares em que vale a pena levar um pão pra casa, que nem no Fort Greene

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