Ainda tem alguém aí? (altos & baixos #1)

por Yasmin
4 comentários

A vontade de ressuscitar este blog não tem nada de visionário. Não estou aqui porque tenho o feeling de que os blogs vão voltar a ser tendência, que geral cansou de podcasts e está voltando às raízes nem nada do tipo. Eu gosto de escrever, é isso. Ou pelo menos, gostava. Quando foi que tudo mudou e eu deixei de lado essa parte de mim? Não sei muito bem, mas sei que pela primeira vez em anos senti saudades de usar a internet para compartilhar coisas além de tweets durante crises de ansiedade e fotos do meu gato no Instagram.

Ainda estou enferrujada, então nada mais justo que fazer uma seção de altos & baixos da semana passada, de forma bem casual. Basicamente, oversharings e problemas de primeiro mundo. As coisas por aqui ainda não estão 100% ajeitadas, mas for esperar até organizar todas as categorias e o layout, não iria postar nunca. Não faço a menor ideia se o blog vai sobreviver mesmo ou não, então o melhor a fazer é postar e ver no que vai dar, né? É…

Altos

  1. Mês do orgulho LGBTQIA+. Ainda que eu não tenha participado de nenhuma manifestação ou parada (a de Strasbourg aconteceu dia 16 de junho, acho, mas de qualquer forma só descobri dias depois), esse foi um dos anos em que fiquei mais em paz por ser quem sou. Descobri minha bissexualidade relativamente tarde e isso afetou minha socialização e habilidade, além de causar atritos em um dos meus relacionamentos lááá atrás. Ainda tenho uma grande passabilidade hetero, por estar casada com um homem, mas hoje tenho certeza de quem sou e essa sensação é muito boa.
  2. Estou fazendo parte de um projeto muito legal no trabalho e isso tem estimulado minha criatividade. Estava inclusive conversando esses dias com a minha amiga pessoal Letícia como a criatividade é um músculo e como é bom se sentir motivada a produzir coisas legais, seja para o trabalho ou não.
  3. O verão não é de todo ruim. Na verdade, eu até gosto desse ritmo de vida mais alinhado com a natureza – agora todo mundo está mais sociável, os restaurantes colocam mesas na rua e você vê gente passeando por aí até bem tarde mesmo durante a semana, porque agora anoitece super tarde (lá para 21:30 ou mais). Sem contar os carrinhos de sorvete por todos os lados!
  4. Uma das colegas de trabalho do Rodrigo tem uma coelha chamada Cacahuète e vou passar a cuidar dela algumas vezes por semana. Como eles trabalham por muitas horas no restaurante, a coelhinha tem se sentido sozinha e ficou em depressão, perdeu peso e tudo. Aí que eu trabalho remotamente e tenho a flexibilidade de ir lá fazer companhia para a Cacahuète. Fui ontem pegar as chaves e já ficamos amigas: ela é muito carinhosa e ficava me pedindo carinho, empurrando minha mão com a cabeça quando eu parava de fazer carinho. Esperem por muitas fotos e vídeos no meu Instagram.
  5. Começou a semana de saldos aqui na França!

Baixos

  1. Sábado minha irmã ligou via FaceTime e conversei com ela e minha mãe. Isso por si só não é um momento negativo da semana, pelo contrário. Eu amo as duas e é sempre bom conversar e matar um pouco as saudades. O problema é que a minha avó, que tem Alzheimer, não me reconheceu durante a chamada. Foi a primeira vez que isso aconteceu. Ia acontecer eventualmente, eu sei, não importa que ela tenha me confidenciado diversas vezes que eu sou a neta favorita – essa doença não se importa com o quão preciosas são nossas memórias. Mas doeu.
  2. Canicule. É o nome francês para as ondas de calor que acontecem durante o verão europeu e olha, elas são terríveis. Aqui em Strasbourg batemos o recorde de maior temperatura e chegamos a 38.8ºC em junho. Junho. O verão mal começou, amigos. E quando alguém comenta “Ah, mas você é brasileira está acostumada com o calor” tenho vontade de arrancar os cabelos. Sim, sou de um país tropical, não, eu não estou habituada a passar de três a cinco dias nesse calor intenso do inferno onde as pessoas morrem de hipertermia.
  3. Graças ao calor intenso, os ventiladores estão esgotados. Sério, esgotados. Tô desde quinta-feira indo em todos os supermercados, lojas de departamento e afins tentando aliviar o calor mas sem sucesso. Confesso que ainda estou meio em negação, como assim é possível esgotar os ventiladores nas lojas? E várias lojas online tem prazo de 1 a duas semanas para entrega…. Isso é muito doido. Diferente do Brasil, que o pico de calor acontece durante meio-dia, por aqui ataca lá pelas 17h e apesar da temperatura cair um pouco durante a noite, é bem desconfortável na hora de dormir.
  4. O Pudim está trocando de pelagem agora no verão e não importa o quanto eu limpe a casa, tem tufos de pelo voando para todos os cantos e a situação está fora de controle.

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4 comentários

Mel 2 de July de 2019 - 12:10

Mimis ?
Que alegria saber que você voltou com o blog. E mais ainda que ele tem aquela carinha de blog das antigas, onde a gente compartilha um pouco da nossa vida nesse diário virtual.
Adorei saber sobre os seus altos e já estou aguardando fotos e vídeos da coelhinha :)
Sobre seus baixos, sinto muito por isso que aconteceu com a sua avó. Alzheimer é algo muito cruel mesmo. Queria poder te dar um abracinho agora.
Ah! E sobre o calor, espero que essas ondas acabem logo. Aqui em Curitiba finalmente está começando a esfriar, mas sabe como é o inverno no Brasil, né? Não posso comemorar muito que logo o calor resolve aparecer hehe
Beijinhos

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Yasmin Wilke 2 de July de 2019 - 13:22

Mel, obrigada pelo comentário amorzinho! É muito bom voltar depois de tantos anos e ainda sim se sentir em casa! Seu blog é uma das minhas maiores inspirações, aliás.

Pois é, o Alzheimer é dolorido para todo mundo. Mas não tem muito o que fazer além de continuar amando e cuidando das pessoas, né? Difícil mesmo é estar longe nesses momentos. Eu trocaria o inverno fake do Brasil mil vezes pelo verão daqui hahaha

Beijos <3

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Rêh Coimbra 6 de July de 2019 - 14:33

Estarei sempre aqui, Mimis <3
Acompanho sempre teus stories no instagram, amo as respostas do Pudim e vou adorar poder te ler por aqui também :)

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Yasmin 8 de July de 2019 - 17:01

Você é uma fofa, Rêh! Pior que eu brinco de responder por ele porque ele passa o dia ‘conversando’ comigo, ele mia muito – mesmo se estou conversando com o Rodrigo, ele também quer participar hehehe

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