Desejando no momento

Em 06.08.2016   Arquivado em Pratododia

Oi, er… Sei que tô meio atrasada com o BEDA (não sabe o que é essa sigla estranha? expliquei melhor aqui, mas basicamente, significa posts todos os dias em agosto), mas a vida tem pesado nesses dias e a vontade de ficar na cama é muito maior. Porém, ainda não desisti e seguem vários posts seguidos para ‘colocar a casa em dia’.

Gosto da ideia de montar listas de desejo porque elas me ajudam a pensar as prioridades e refletir o que realmente quero vs preciso, assim dá pra equilibrar necessidades e desejos. Montei uma wishlist com as coisas que ando querendo comprar/fazer assim que possível, não necessariamente nessa ordem.

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  1. Curly Wurly Shampoo ($26.90 NZ) e Retread Condicionador ($31.90 NZ), da Lush – desde que assumi meu cabelo cacheado, passei por uma peregrinação pra encontrar produtos que fizessem bem pros meus cachos. Acontece que esqueci tudo no Brasil e tô sofrendo muito aqui.
  2. Caneca de gatinho ($23) – nosso apartamento já veio mobiliado, inclusive com pratos, talheres etc, mas sinto falta de ter a minha própria caneca.
  3. Kindle Paperwhite ($119) – meu antigo Klobo Glo morreu de vez e nem trouxe na viagem, então tô sentindo falta de um eReader para me acompanhar.
  4. Visitar o Cat Café de Auckland ($15 de entrada) – tô morrendo de saudades dos meus gatos e não vejo a hora de visitar o cat café que tem aqui no centro, pra fazer carinho e brincar com os gatinhos de lá (atualmente, são 11 gatos!)
  5. Fones da Skullcandy ($39 NZ) – os meus fones de ouvido sumiram misteriosamente dentro do apartamento e, desde então, tenho revezado com o Rodrigo os fones dele. Ou seja, preciso urgentemente de um par para chamar de meu.
  6. Protetor para o teclado ($4.99) + Adesivo para notebook ($30) – faz tempo que meu Macbook velho de guerra tá precisando de uma roupinha nova.
  7. Deck de Tarot Rider Waite ($14.80) – tenho estudado um pouco de tarô e queria muito um deck para começar a treinar mais ativamente.
  8. Guarda-chuva Blunt ($89) – ja vi várias pessoas andando com esse guarda-chuva aqui em Auckland (é criação de um neozelandês) e é muito incrível porque é à prova do vento! É bem caro sim, mas considerando que chove o tempo todo nesse lugar, vale muito a pena.
  9. Instax Mini 90 ($270 NZ) – minha Instax guerreira ainda sobrevive, mas tá com algum problema que a bateria não dura mais nada. Queria esse modelo, porque tem muito mais controles (até dupla exposição!) e um flash melhor.
  10. Tinta Manic Panic ($25 NZ) – ainda não decidi qual será a próxima cor da parte de baixo do meu cabelo (atualmente tá roxo!), e também tenho cogitado pintar o cabelo inteiro, mas já tô de olho nas tintas, obviamente.

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Playlist: “Dorzinha no Coração”

Em 05.08.2016   Arquivado em Fone de Ouvido
por Prinsomnia

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Eu meio que sempre gostei de música triste, mesmo sem precisar abraçar o sentimento para ouvi-las. Quando dividia apartamento com as amigas, era comum estar ali no meu quarto de porta aberta – a gente tinha esse costume de deixar as portas dos quartos abertas, como um convite para que as outras se juntassem ao que quer que estivéssemos fazendo ou como uma forma silenciosa de dizer ‘estou aqui também’, diminuindo as barreiras – apenas existindo e ocupando meu espaço quando Juliana entrava, daquele jeito julianesco de se fazer presente em qualquer ambiente mesmo que nem tenha passado do batente da porta, me pegar ouvindo qualquer coisa minimamente considerada melancólica e soltar um “Larga essas músicas de bad e vamos sair, que eu tô morrendo de fome!”, quando na verdade não tinha bad nenhuma ali. Era só costume mesmo, assim como deixar a porta do quarto aberta.

Mas aí eis que outro dia topei com um post do facebook explicando o porquê de me sentir abraçadinha notas tristes e tudo fez muito sentido, veja bem.

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Fonte: Pictoline Brasil

Se você é como eu e também curte uma música tristinha, tenho uma coletânea das que apertam em algum ponto específico do coração que só a gente sabe. Por motivos que, também, só a gente sabe – mas não vai dizer. Tem dias que até que faz bem esse incômodo, faz a gente se mexer e não ficar ali, só enrolado como um burrito de edredom descabelado.

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the loneliness inside me is a place

Em 03.08.2016   Arquivado em Ensimesmada

will all my twenties find me so guarded?
littered and documented by meticulous word choice and closed lips
to read like:

all things bear this
a purpose! or romance!

but the truth is much more complicated than that
and i am still trying to learn how time is a gift
(as much as it is a burden)

loneliness

Cada dia tem sido mais fácil que o anterior, mas nem por isso menos pesado. Posso não fazer mais que uma ida ao supermercado para comprar manteiga, mel e azeite, mas ainda sim vou dormir com o corpo cansado ao deitar. A sensação que tenho é que tudo é muito mais intenso por aqui. Não pelo lugar em si, mas pela situação. Outro país, outras pessoas, outros comportamentos, outras dinâmicas.

Longe de tudo aquilo que traz segurança. E a gente se pergunta ‘será mesmo que essa segurança existia? ou será que a gente só se agarra nessa crença agora que está distante?’. A gente se pergunta um monte de coisas, na verdade.

O tempo todo.

A gente se agarra ao Cem Anos de Solidão, o único a me acompanhar nessa loucura, buscando conforto ali nas palavras, como a gente faz todos os anos desde a dedicatória de 2008, quase como uma tradição.

O bichinho da solidão nunca tinha se alojado dessa forma aqui dentro antes, e esse ‘estar longe’ chega a ser uma sensação física ao invés de um sentimento, como disse sabiamente Letícia. Claro que eu já tinha me sentido assim durante esses vinte e quatro anos (mais vezes do que gostaria de admitir). Mas não assim, se é que você me entende.

Pelo menos, dessa vez, dá para dividir o peso. A gente tá aqui, segurando a mão um do outro, nos passeios ao parque e nos tropeços da vida. García Márquez me sussurra “Para mim bastaria estar certo de que você e eu existimos neste momento.” Ele está certo, mais uma vez.

* o título do post é também a música que vem a seguir, que descobri nessa playlist maravilhosa que une tudo que mais gosto – vocal feminino e músicas tristinhas – chamada “Girls Invented Emocore, and the Pop Punk too”. Não nego nem confirmo que só esteja ouvindo isso no repeat.

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