Sobre a Yasmin e os quases

foto_semrisadinhaEscrever o próprio perfil parece tarefa simples até que você comece, de fato, a escrever. Mas aí vão algumas informações que podem ser relevantes: meu nome é Yasmin, e quase todo mundo me chama de Yas ou Mimis. A preferência pelo apelido depende de você, na verdade. Tenho 24 anos (pois é, nem eu acredito) e nasci, cresci e sobrevivia nessa cidade esquisita chamada São Paulo. Tenho esse plano megalomaníaco de morar em vários países diferentes e, atualmente, estou na primeira parada da jornada: Auckland, na Nova Zelândia. Terminei a faculdade de Jornalismo no final de 2015 sem nunca ter pisado meus pés tamanho 36 em uma redação. Dá para perceber que não tenho a menor ideia do que estou fazendo com minha vida.

perfilzinhoSou canhota, mas uso o mouse e a tesoura com a mão direita e acho que isso diz muito sobre mim. Você pode interpretar de duas formas: 1) Todos na minha família são destros e acho que devo ao menos tentar me adaptar à vida; ou 2) Esses objetos não oferecem uma ameaça concreta, o que não pode ser dito sobre o abridor de latas (não cabe aqui mencionar experiências envolvendo facas, tesouras de ponta e arremessos de latas de leite condensado). Meu tipo de personalidade segundo o MBTI é INFJ e embora não confie em horóscopos de três linhas do jornal, sou pisciana e acredito sim em mapa astral, tarô, cristais e todo o resto. Pensando bem, acredito em quase tudo nessa vida.

Escrevo muito, publico pouco e falo menos ainda. É assim que funciona e não sei fazer diferente com esse oceano de sentimentos. Mas sei dizer que são esses sentimentos que me movem e que vivo procurando beleza no cotidiano. Tenho um par de olheiras que independe das horas de sono e me garantiram o apelido de Guaxinim, coisas do meu pai. Para completar, sempre tenho a sensação que meu cabelo está uma bagunça (e quase sempre estou certa). Uso esmalte preto até nas unhas dos pés e tenho esse sonho de sair diariamente de batom vermelho, mas a verdade é que ainda me falta coragem.

(Quase uma louca dos gatos, pode dizer. Esse desenho lindo foi feito pela minha amiga Marcela Staub)

Quando era criança, minha mãe dizia que nunca iria à falência em uma loja de brinquedos, mas que o mesmo não poderia ser dito sobre livrarias. Leio praticamente qualquer coisa que você colocar nas minhas mãos, desde livros melodramáticos adolescentes, bulas de remédio e obras de Teoria da Comunicação. Tenho uma coleção de livros infantis, uma forma própria de organizar minhas prateleiras e um ritual de reler Cem Anos de Solidão todos os anos, desde a primeira vez que tomei contato com Gabriel García Márquez. Um dos meus autores preferidos na vida é J.D. Salinger e não confio em gente que acha o Holden chato.

Gosto de chá mate com limão, girassóis, cochilar no meu tapete cinza e andar sem rumo para organizar os pensamentos. Se eu pudesse, sempre comeria a sobremesa primeiro, costumo andar sempre com um livro na bolsa e faço amizade com gatos de rua. Coleciono caderninhos, sonhos, canecas, canetas coloridas e cartas não enviadas. Troco quase todos os programas por uma tarde jogando Pokémon debaixo das cobertas.

Odeio dirigir, dormir de meias, atender telefone, pimentão, filmes de terror e pessoas que mascam chiclete de boca aberta. Tenho muito medo de umbigos e estou falando sério aqui, não sei qual o motivo da risada. Amo abraços e cafunés, tomar banhos de chuva, risadas fora de hora, vírgulas e parêntesis, aquele silêncio confortável quando você está ao lado de gente querida e o barulho dos meus gatos ronronando.

Para bater um papo, me convidar pra tomar um chá ou qualquer coisa do tipo: mimiscreve@quase-inedita.com  :14: Você também me encontra no blog do Indiretas do Bem e no Saia da Garagem (meu projeto de graduação da faculdade e xodó).