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Ensimesmada

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25 coisas para fazer antes dos 25

Em março (dia sete, mais precisamente) eu completo 25 anos. Pode parecer bobo, mas pra mim é uma dada especial. Sou desse tipo de pessoa louca que gosta do volume do rádio/televisão/que seja em números certos, terminados em 0 ou 5. Sou desse tipo de pessoa louca que acha que aniversários terminados em 0 ou 5 significam o início de um novo ciclo.

Aí que eu estava por aí visitando o blog das amigas e vi essa lista de 25 antes dos 25 que a Duds escreveu. Faltam menos de dois meses para o tal do meu aniversário, mas tentei ser pé no chão e colocar aqui coisas muito ‘fazíveis’, e que complementem de alguma forma as minhas resoluções para 2017 também (ao invés de pensar em itens como “emagrecer x quilos”, as minhas metas são muito mais pessoais, como ‘me sentir em casa’,  ‘se organizar para o próximo destino’, etc):

  1. Achar um novo emprego;
  2. Começar a estudar francês;
  3. Parar de tomar refrigerante;
  4. Correr, ou encontrar algum outro exercício físico e manter na rotina;
  5. Manter uma agenda organizada;
  6. Parar de stalkear gente que faz mal;
  7. Me alimentar de forma mais saudável;
  8. Aprender mais sobre tarot;
  9. Pendurar as polaroids na parede do quarto;
  10. Fazer uma limpa do armário me desapegar de roupas;
  11. Começar a escrever um livro;
  12. Organizar a caixa de emails;
  13. Manter a rotina de meditação;
  14. Voltar a me sentir bonita e ficar de bem do meu corpo;
  15. Tirar um dia para escrever e agendar posts;
  16. Praticar mais fotografia;
  17. Colocar as luzinhas para enfeitar o quarto;
  18. Cozinhar mais e mais, cada vez melhor;
  19. Manter minha cidade no Animal Crossing New Leaf (alô você, vamos trocar Friend Codes do 3Ds!);
  20. Encontrar algum passatempo (voltar a desenhar/fazer origami? começar algo novo? );
  21. Criar rotina de cuidar da pele/rosto;
  22. Tentar manter mais contato via Skype/mensagem/que seja com as pessoas;
  23. Começar a organizar o caderno da viagem da Nova Zelândia;
  24. Planejar uma viagem pela Nova Zelândia pro final do ano;
  25. Escrever (e enviar!!!) cartas para pessoas queridas.

Não tem nada muito mirabolante, mas a ideia é justamente essa, para que tudo seja perfeitamente aplicável. A prioridade é achar logo um novo emprego, óbvio, mas está tudo sob controle e estamos trabalhando para isso. Outras coisas também já estão em processo desde o ano-novo, como parar de tomar refrigerante (não senti falta até agora e achei ótimo), e comecei a sério o francês essa semana.

Não vejo a hora de voltar aqui e riscar tudo! :) Se tem uma coisa na vida que gosto é riscar itens de listas de tarefas, dá uma sensação de eficiência muito boa.

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A franja e o dilema

Minha vida gira em torno de dois ciclos bem distintos, com um grande dilema entre eles: o que eu tento (em vão) deixar a franja crescer para me livrar da dita cuja, ou aquele em que corto a maldita e tento (em vão) deixá-la controlada. Já perdi a conta de quantos cortes foram, a maioria na pia do banheiro com uma tesoura cega.

Cortei a franja pela primeira vez em 2009, pouco antes de completar 17 anos e foi uma espécie de marco na minha autoestima. O sonho de uma vida inteira de cabelo ondulado, enfim!, realizado. Desde então, muitos cortes de cabelo passaram pela minha cabeça – e até algumas cores. Só o apego pela franja que ficou.

Todo mundo sabe que mudar o cabelo é a forma mais rápida & prática de mudar de vida, curar uma crise existencial ou piorá-la de uma vez. Quando a cabeça sofre, o cabelo é a primeira vítima: existe uma urgência de mudar, fazer algumacoisanãoseioquê para desviar o foco das caraminholas que crescem dentro da gente e apertam o coração.

Pois bem, por isso a franja. Para mim, é sempre uma decisão meio segura, afinal, estamos nessa há sete anos. A cara de criança e as bochechas ainda mais proeminentes sempre voltam, mas também aquela sensação de que ‘é assim que a Yasmin é, ufa’.

Já que (ainda) não posso pintar o cabelo inteiro de azul/roxo/qualquer outra cor não tão convencional, fico aqui, matutando que outra coisa poderia aprontar. Ou seja, voltamos no dilema inicial. Esse chumaço de cabelos na testa chegou a um estado lastimável. Comprida para usar em seu formato original, cobre completamente os olhos e coça minha cara; mas ainda sim curta demais para prender decentemente com grampos.

Corto de novo ou deixo crescer, eis a questão. Sei que cabelo sempre cresce, mas não seria eu se não fosse o dilema da franja.

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the loneliness inside me is a place

will all my twenties find me so guarded?
littered and documented by meticulous word choice and closed lips
to read like:

all things bear this
a purpose! or romance!

but the truth is much more complicated than that
and i am still trying to learn how time is a gift
(as much as it is a burden)

loneliness

Cada dia tem sido mais fácil que o anterior, mas nem por isso menos pesado. Posso não fazer mais que uma ida ao supermercado para comprar manteiga, mel e azeite, mas ainda sim vou dormir com o corpo cansado ao deitar. A sensação que tenho é que tudo é muito mais intenso por aqui. Não pelo lugar em si, mas pela situação. Outro país, outras pessoas, outros comportamentos, outras dinâmicas.

Longe de tudo aquilo que traz segurança. E a gente se pergunta ‘será mesmo que essa segurança existia? ou será que a gente só se agarra nessa crença agora que está distante?’. A gente se pergunta um monte de coisas, na verdade.

O tempo todo.

A gente se agarra ao Cem Anos de Solidão, o único a me acompanhar nessa loucura, buscando conforto ali nas palavras, como a gente faz todos os anos desde a dedicatória de 2008, quase como uma tradição.

O bichinho da solidão nunca tinha se alojado dessa forma aqui dentro antes, e esse ‘estar longe’ chega a ser uma sensação física ao invés de um sentimento, como disse sabiamente Letícia. Claro que eu já tinha me sentido assim durante esses vinte e quatro anos (mais vezes do que gostaria de admitir). Mas não assim, se é que você me entende.

Pelo menos, dessa vez, dá para dividir o peso. A gente tá aqui, segurando a mão um do outro, nos passeios ao parque e nos tropeços da vida. García Márquez me sussurra “Para mim bastaria estar certo de que você e eu existimos neste momento.” Ele está certo, mais uma vez.

* o título do post é também a música que vem a seguir, que descobri nessa playlist maravilhosa que une tudo que mais gosto – vocal feminino e músicas tristinhas – chamada “Girls Invented Emocore, and the Pop Punk too”. Não nego nem confirmo que só esteja ouvindo isso no repeat.