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Yasmin

Pratododia

Diário de Bordo: #1

Queria eu ter algo um pouco mais emocionante para contar aqui nessa nova seção do blog, mas a verdade é  meus dias se resumem a procurar emprego, ajeitar a casa, ir ao supermercado e fazer várias coisas do tipo. Algumas pessoas me pediram no Snapchat para mostrar um pouco mais sobre Auckland e a minha vida aqui na Nova Zelândia, mas essa história de ainda não ter conseguido um emprego é quase um tapa na cara sem mão.

Faz a gente se sentir pequenininha e incapaz de dar conta da vida mas ai, respira e não começa com drama Yasmin. Ao mesmo tempo, sei que tudo há de se ajeitar e que algumas coisas demoram um pouco mais que outras, paciência.

Apesar de toda essa montanha-russa que é morar fora do seu país de origem, acho que dá para dizer que eu estou bem feliz sim. Sei que às vezes posso parecer muito mais pessimista por aí, o que já é motivo pra minha mãe se desesperar em trocas de mensagens, mas não quero deixar minha família doente de preocupação não. Tem um bocado de coisa maravilhosa e incrível acontecendo na nossa vida, e o medo até se esconde quando paro para pensar.

Túnel de árvores ?

Uma foto publicada por yasmin wilke (@quaseinedita) em

Nesse fim de semana a gente aproveitou para dormir bastante, passear num parque perto de casa, comer hambúrguer e tomar apenas o melhor sorvete que já experimentei na vida. Isso aí, no frio mesmo, que aqui a gente não nega sorvete nem que seja pra voltar pra casa batendo dente depois. Juro que ainda volto lá para experimentar mais sabores e tirar uma foto, perdoa essa pessoa que não tem talento pra instagramer e esquece de registrar os momentos pois se emociona demais com comida.

Pra compensar, tem foto do waffle de quinze dias atrás que repeti essa semana, quando o Rodrigo voltou completamente encharcado do supermercado (já disse que chove o tempo todo aqui?), mas com sorriso imenso no rosto e o waffle de presente pra minha pessoa. Assim, só porque ele é muito amor mesmo.

Muito feliz e iluminada com meu waffle ?

Uma foto publicada por yasmin wilke (@quaseinedita) em

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Lendo: eu tinha esse acordo com o Rodrigo de só trazer um livro para a Nova Zelândia pois, se dependesse de mim, boa parte da minha estante viria junto. O escolhido foi Cem Anos de Solidão, do Gabriel García Márquez, que releio todos os anos desde que ganhei do meu pai, em 2008. Então cá estou, mais uma vez, entre Aurelianos, José Arcadios e Úrsula. Talvez um dia escreva sobre essa relação que a gente tem, eu, os Buendía e as páginas de todos os anos.

Além disso, baixei o ePub de Harry Potter and The Cursed Child para ler no computador mesmo, já que meu Kobo Glo endoidou de vez e nem viajou através do Oceano Pacífico. Terminei repleta de sentimentos conflitantes e definitivamente, pra mim, o Expresso Hogwarts já partiu. O livro teve momentos ótimos que dão aquela saudadinha de ser criança e finalmente trouxe luz para um dos assuntos que eu mais fiz questão de reforçar em conversas acaloradas ao longo desses anos de fã: sobre a relação do Dumbledore e do Harry (não vou dar spoilers aqui, mas quem quiser pode e deve me chamar pra gente bater um papo siiiiiim~).

Senti que esse foi o maior presente que a J. K. Rowling poderia ter me dado mas, de resto, Ron Weasley define muito bem como me senti lendo a peça:

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Assistindo: Além da maratona para rever Gilmore Girls antes dos episódios especiais, a gente tem costume de ligar o Netflix e deixar alguma coisinha besta passando enquanto conversamos, cozinhamos ou apenas vivemos. Quando dei por mim, já estava na quarta temporada de New Girl (curadoria especial do Luka), série que nunca tinha vencido a 1ª temporada.

Também assisti, como todo mundo, Stranger Things e morri de amores pelas crianças. Não acho que valha muito a pena comentar qualquer coisa aqui pois a internet já fez isso até a exaustão.

Ouvindo: Quase nada além dessa playlist que já falei alguns posts atrás. Chama “Girls Invented Emocore and Punk Pop too”, e é completamente viciante.

A gente também tem ouvido bastante o álbum Expresso 2222, do Gil. Não é só Gilberto que queria voltar “Back in Bahia” não, o Rodrigo também sente bastante saudades da família e a gente ri, enquanto canta junto. Porque rir é melhor do que chorar e a gente também sente que ‘ter ido fosse necessário para voltar’.

Fazendo: Além das coisas óbvias que já falei ali no começo do post, finalmente tô jogando Child Of Light! Sei que o jogo estreou em 2014 e o ano é 2016, mas eu não tinha videogame e, na época, só tinha experimentado o comecinho. Como o Luka tem um PS4, já passei da metade e estou adorando o cenário, trilha sonora e tudo o mais. Volto pra contar melhor quando tiver, de fato, terminado!

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A parte minimamente boa de todas essas crises em relação à busca de empregos por aqui é que tenho refletido muito sobre o que quero fazer da minha vida. Veja bem, não sou uma pessoa muito ambiciosa (nada ambiciosa, pra ser mais exata) e é a primeira vez que me vejo decidindo-escolhendo o que vai ser daqui em diante.

Meio assustador, meio empolgante, totalmente incerto ainda. Faço uma pós e dou uma chance pra carreira acadêmica? Jogo pro alto o diploma de jornalismo e invisto em uma carreira totalmente diferente da minha formação? Vamos pra Europa ou pro Japão depois daqui, ou voltamos pro Brasil? Eita, vamos ver no que vai dar issaê.

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Pratododia

Desejando no momento

Oi, er… Sei que tô meio atrasada com o BEDA (não sabe o que é essa sigla estranha? expliquei melhor aqui, mas basicamente, significa posts todos os dias em agosto), mas a vida tem pesado nesses dias e a vontade de ficar na cama é muito maior. Porém, ainda não desisti e seguem vários posts seguidos para ‘colocar a casa em dia’.

Gosto da ideia de montar listas de desejo porque elas me ajudam a pensar as prioridades e refletir o que realmente quero vs preciso, assim dá pra equilibrar necessidades e desejos. Montei uma wishlist com as coisas que ando querendo comprar/fazer assim que possível, não necessariamente nessa ordem.

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  1. Curly Wurly Shampoo ($26.90 NZ) e Retread Condicionador ($31.90 NZ), da Lush – desde que assumi meu cabelo cacheado, passei por uma peregrinação pra encontrar produtos que fizessem bem pros meus cachos. Acontece que esqueci tudo no Brasil e tô sofrendo muito aqui.
  2. Caneca de gatinho ($23) – nosso apartamento já veio mobiliado, inclusive com pratos, talheres etc, mas sinto falta de ter a minha própria caneca.
  3. Kindle Paperwhite ($119) – meu antigo Klobo Glo morreu de vez e nem trouxe na viagem, então tô sentindo falta de um eReader para me acompanhar.
  4. Visitar o Cat Café de Auckland ($15 de entrada) – tô morrendo de saudades dos meus gatos e não vejo a hora de visitar o cat café que tem aqui no centro, pra fazer carinho e brincar com os gatinhos de lá (atualmente, são 11 gatos!)
  5. Fones da Skullcandy ($39 NZ) – os meus fones de ouvido sumiram misteriosamente dentro do apartamento e, desde então, tenho revezado com o Rodrigo os fones dele. Ou seja, preciso urgentemente de um par para chamar de meu.
  6. Protetor para o teclado ($4.99) + Adesivo para notebook ($30) – faz tempo que meu Macbook velho de guerra tá precisando de uma roupinha nova.
  7. Deck de Tarot Rider Waite ($14.80) – tenho estudado um pouco de tarô e queria muito um deck para começar a treinar mais ativamente.
  8. Guarda-chuva Blunt ($89) – ja vi várias pessoas andando com esse guarda-chuva aqui em Auckland (é criação de um neozelandês) e é muito incrível porque é à prova do vento! É bem caro sim, mas considerando que chove o tempo todo nesse lugar, vale muito a pena.
  9. Instax Mini 90 ($270 NZ) – minha Instax guerreira ainda sobrevive, mas tá com algum problema que a bateria não dura mais nada. Queria esse modelo, porque tem muito mais controles (até dupla exposição!) e um flash melhor.
  10. Tinta Manic Panic ($25 NZ) – ainda não decidi qual será a próxima cor da parte de baixo do meu cabelo (atualmente tá roxo!), e também tenho cogitado pintar o cabelo inteiro, mas já tô de olho nas tintas, obviamente.

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Fone de Ouvido

Playlist: “Dorzinha no Coração”

por Prinsomnia

gif por Prinsomnia

Eu meio que sempre gostei de música triste, mesmo sem precisar abraçar o sentimento para ouvi-las. Quando dividia apartamento com as amigas, era comum estar ali no meu quarto de porta aberta – a gente tinha esse costume de deixar as portas dos quartos abertas, como um convite para que as outras se juntassem ao que quer que estivéssemos fazendo ou como uma forma silenciosa de dizer ‘estou aqui também’, diminuindo as barreiras – apenas existindo e ocupando meu espaço quando Juliana entrava, daquele jeito julianesco de se fazer presente em qualquer ambiente mesmo que nem tenha passado do batente da porta, me pegar ouvindo qualquer coisa minimamente considerada melancólica e soltar um “Larga essas músicas de bad e vamos sair, que eu tô morrendo de fome!”, quando na verdade não tinha bad nenhuma ali. Era só costume mesmo, assim como deixar a porta do quarto aberta.

Mas aí eis que outro dia topei com um post do facebook explicando o porquê de me sentir abraçadinha notas tristes e tudo fez muito sentido, veja bem.

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Fonte: Pictoline Brasil

Se você é como eu e também curte uma música tristinha, tenho uma coletânea das que apertam em algum ponto específico do coração que só a gente sabe. Por motivos que, também, só a gente sabe – mas não vai dizer. Tem dias que até que faz bem esse incômodo, faz a gente se mexer e não ficar ali, só enrolado como um burrito de edredom descabelado.

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